ASS Certified

April 29th, 2008 por jeveaux

Recordar é viver. Já faz um tempinho que eu conhecia a certificação Agile Software Specialist (ASS), mas ainda não havia comentado nada aqui no blog.

Para quem não conhece ou ainda não tem a sua certificação de agilista, CORRA e tire logo a sua também. Vocês vão ver como o mercado se tornará receptivo e aberto, novas oportunidades surgirão o tempo todo, e o salário, aham, o salário você nem vai acreditar:

Certification for Software Professionals. Join the Agile revolution!
http://www.agilecertificationnow.com/
Become a Certified Agile Software Specialist! The Fastest Certification On The Web

Brincadeiras de lado, essa “certificação” é apenas uma paródia, uma brincadeira. É óbvio que isso não vai mudar nada na carreira e nem muito menos vida de ninguém. Mas ainda assim, apesar da brincadeira da certificação, o site passa uma mensagem importante que devemos nos atentar.

Alguns trechos do texto do site expressam exatamente o que muita gente quer, parece brincadeira ao ler, mas já vi muita gente que acreditaria de fato nesta certificação pois é exatamente o que sempre buscaram, talvez eu até me incluiria neste meio se as certificações resolvessem algo de fato. Mas vejamos, por exemplo:

There are no tests, classes, books or interviews!

Receive the benefits and admiration that comes with certification!

Bem ao estilo de comercial milagroso de televisão, aqueles do tipo resolva todos os seus problemas em 1 minuto. Até que seria bom se funcionasse, mas as coisas não são necessariamente assim. E mesmo que hajam muitos livros, testes, provas e entrevistas, isso tudo também não vai garantir nada e nem muito menos servir como argumento ou base para muita coisa, e não vai mesmo.

O que eu mais ouço por aí é que: - A certificação não vai mudar nada mesmo, mas pelo menos vou ter respaldo no que eu falar, pois a certificação me dá esse crédito. Será assim mesmo? Eu já participei de tudo que é tipo de projeto com todo tipo de gente que se pode imaginar e sinceramente, dos poucos que eram certificados, muitos não faziam valer este tal “respaldo” da certificação, muito pelo contrário, as discussões, provas de conceitos e o dia-a-dia do desenvolvimento eram sempre os mais engraçados complicados, devido justamente ao fato de serem ignorantes o suficiente para achar que tinham tal crédito (respaldo) para falar e fazer o que bem entendessem, para tomar decisões teóricas.

E o pior de tudo é que quase todas as situações anteriores aconteceram com pessoas com certificações técnicas, o que é pior ainda, pois nestas certificações uma boa base de leitura, estudos e testes deveriam, ao mínimo, colaborar bastante com o conhecimento técnico destes profissionais.

Não desmereço quem tem ou corre atrás de certificações diversas, muito pelo contrário, sejam elas técnicas ou não eu valorizo e respeito muito a dedicação e o esforço que cada um teve pra conseguir seus certificados. Valorizo sim, os esforços, os certificados geralmente não. Mas por que não? É simples: Certificações não funcionam! Em alguns casos certificações técnicas ajudam muito, sim, mas ainda não servem como regra ou pré-requisito para definir o conhecimento de ninguém, quem dirá sua capacidade como um líder, coach, etc.

Não funcionam por um fato bem simples: ninguém vai se tornar um profissional melhor simplesmente porque leu um livro ou assistiu algumas aulas ou fez uma ou duas dúzias de simulados e testes e no final recebeu um certificado. Isso tudo é um sonho, as coisas não funcionam assim no mundo real e nem tendem a funcionar assim um dia. E o maior problema disso tudo é a falta de capacidade da muitos gerentes/diretores para enxergar isso, hoje em dia as companhias estão buscando cada vez mais profissionais certificados sem dar a mínima para o real conhecimento e experiência deste profissional.

Por essas e outras que não é muito difícil encontrar profissionais (que dizem ser) líderes, gerentes, arquitetos, consultores e qualquer outro cargo bonito que você quiser e que, vivem tomando decisões erradas, não assumindo erros, orientando sem saber equipes que também nada entendem o que lhe fora orientado, e por aí vai.

Onde quero chegar com este post? Talvez nem eu saiba, ele está sendo só um desabafo (antigo) e um apelo para que todos que lerem o post também leiam isso, isso e isso.

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Twits

April 24th, 2008 por jeveaux

Resolvi criar movimentar a minha conta no Tweeter. Acho que não teve como evitar mesmo, depois de febre entre os miguxos e fã-boys em geral, até os mais nerds que conheço estão usando essa bagaça, então resolvi experimentar também, vamos ver por quantos dias eu vou ter paciência para usar, e principalmente pra acompanhar todo mundo em seus “blablablablabla“.

Bom, já instalei o Twinkle e o MobileTwitter no iPhone, TwitterFox no Firefox e coloquei o contato do Twitter no meu jabber, é isso, preparado e armado pra guerra =)

Profile: Jeveaux @ Twitter

Mais do mesmo: Netbeans

April 23rd, 2008 por jeveaux

Nada como um bom final de semana trabalhando para lembrar e descobrir mais algumas façanhas no nosso amigo Netbeans. Vamos a listinha de novo.

Gostei:

  • Ainda vou descobrir alguma coisa.

Não gostei:

  • Set as Main Project. Isso é muito chato!
  • O ‘Fix Imports’ só funciona quando a classe não tem nenhum erro, ou seja, só depois de você acertar tudo que uma geral nos imports poderia fazer.
  • Ainda não descobri um atalho para o Quick&Fix. No Eclipse, CTRL+1.
  • Não dá pra você simplesmente matar, parar, *exterminar* com o serviço do servidor de aplicações que estiver utilizando. No meu caso tem sido péssimo, pois o servidor de aplicações roda localmente na minha estação, mas o banco de dados eu acesso o do escritório (lembre-se que eu trabalho em casa agora :D ) via VPN e às vezes demora uns 10 minutos pra verificar todas as conexões. (Nota mental: não que eu queira largar conexões penduradas no banco sempre, mas neste caso seria melhor do que esperar 10 minutos, afinal, em menos de 10 minutos o oracle já iria matar as conexões mesmo).

No final de semana tem mais.

Netbeans!? Minhas impressões

April 19th, 2008 por jeveaux

Como muitos desenvolvedores, eu sou um eclipseiro de carteirinha. Uso o Eclipse profissionalmente desde mais ou menos a versão 2.0, passei pela 2.0.1, 2.0.2, 2.1 e por aí vai até a 3.3.2 de hoje, conhecida como Europa. Mas semana desde a semana passada eu estou utilizando o Netbeans, pois é, emprego novo, projeto em andamento e atrasado, corre corre, enfim, eu não consegui mudar para o Eclipse.

Por toda a minha carreira profissional, obviamente nem tudo foram flores, já utilizei outras IDEs e ferramentas, várias outras e por diversos motivos. Já passei por IntelliJ IDEA (essa é excepcional), JDeveloper (JDevil), JBuilder, BEA Weblogic Workshop (pífio, não estou falando da versão 10 que já é Eclipse, mas sim a 8 e anteriores) e até GEL e JCreator Pro, por mais estranho que pareça nunca havia usado o Netbeans num projeto de produção, pra valer mesmo e com uma equipe utilizando junto comigo.

Então eu nunca tinha usado o Netbeans? Claro que não! Eu adoro usar o Netbeans para fazer um showzinho no final das minha palestras e apresentações, sempre que sobra tempo. Principalmente nas apresentações sobre Introdução ao Java ME, aquele editor visual dele convence todos que ainda estavam em dúvida :D como dizem por aqui, é tiro e queda. Mas nunca foi muito além disso.

Então, hoje já completam duas semanas de uso do Netbeans 6.0.1, que é a última estável. Pois bem, vamos às minhas impressões neste tempo.

O que eu gostei:

  • As fontes da IDE são pequenas. Acho isso muito bom, poupa espaço na área visível para coisas mais importantes. O Eclipse (no windows vista e principalmente no gnome) deixa bastante a desejar nisso.
  • Não está demorando tanto para abrir. Mas ainda não é rápido :)

O que eu não gostei:

  • Não compila automagicamente (um viva ao JDT)
  • Os avisos de erro no projeto (aqueles ícones bonitinhos) ainda não funcionam direito.
  • O ‘Insert Code‘ não é nada sugestivo quando você pensa em gerar getters e setters ou sobrescrever algum método da classe pai.
  • CVS!? O suporte ao CVS é muito fraco. Com certeza é muito melhor que o do JDev e Weblogic Workshop, mas ainda assim é muito ruim, principalmente se você já usou o CVS no Eclipse antes. O merge seria mais legal se a IDE informasse que lado do código é o seu e qual é o remoto, mas isso você tem que adivinhar.
  • O gerenciamento de dependências não é dos melhores. Quando eu precisei adicionar um JAR ao projeto, a IDE me informava no Wizard o caminho completo do JAR no meu disco, apesar de eu ter deixado o JAR dentro do projeto, justamente para que o caminho não ficasse absoluto. Solução? Alterar o nbproject/project.properties na mão para que o caminho ficasse relativo ao projeto.
  • O consumo excessivo do heap ainda é um problema. Ao final de um dia inteiro de trabalho o heap da IDE já passou dos 500Mb fácil fácil.
  • Tinha mais alguma coisa que eu esqueci, assim que lembrar farei um novo relato.

Essas são as minhas impressões das duas primeiras semanas utilizando Netbeans. Um resumo para tudo? Que saudade do Eclipse.

Mini-Curso: Testes e Refatoração

April 15th, 2008 por jeveaux

Disponibilizei através do Slideshare mais uma apresentação, desta vez um mini-curso. Aquela última palestra que disponibilizei sobre testes foi usada como base neste mini-curso, a parte de Testes de Software teve um pouco mais de atenção e ficou bem mais extensa. Além disso, juntei também uma parte de Refatoração. Espero que gostem!

  • Testes e Refatoração [link]

Novos ares!

April 15th, 2008 por jeveaux

Há algumas semanas eu estava pensando em sair mudar do emprego. Acabei me decidindo em pouco e pedi a demissão, organizei o que devia organizar para quem fosse ficar no meu lugar e, principalmente, concluí as pendências comigo alocadas e como não estava em nenhum projeto importante/crítico no momento, o meu desligamento foi rápido e nada traumático, felizmente.

Acho que as despedidas que eu devia fazer eu já fiz com o pessoal e amigos da empresa, mas ainda assim, deixo aqui mais um grande abraço e agradecimento pelos momentos ímpares que passei com eles!

E agora, estou conhecendo uma nova modalidade de trabalho, até então muito desejada e aclamada por mim (e por muitos), mas que eu nunca havia experimentado, é o Home Work. Sim, estou agora trabalhando em casa, 100% de casa agora. Posso dizer que as minhas primeiras impressões são muito boas, estas duas primeiras semanas estão sendo para um ‘reconhecimento’ e por enquanto está tudo indo muito bem, espero que continue assim.